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Ministério da Cultura e o Governo de Minas Gerais apresentam:
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Estradas e desvios curatoriais - As faces da Showgirl
Por Juliana Gusman | Ensaios Cine Humberto Mauro, março de 2026 A showgirl é uma entidade quase mística que enfeitiça o cinema de tempos em tempos. Este termo, consolidado pelo glamour dos vaudevilles do início do século passado, deu nome e corpo às mulheres que, partindo da commedia dell’arte proto-burlesca da Itália, passando pela boemia francesa institucionalizada pelos cabarés até chegar à plasticidade das folies nova-iorquinas, epitomariam, à primeira vista, objetos fe
Juliana Gusman
há 3 dias5 min de leitura


Stronger than Love: ¡Too Much Mexican Melodrama!
Stronger than Love: ¡Too Much Mexican Melodrama! foi um programa itinerante do coletivo feminista Invisible Women, produzido como parte da campanha "Too Much: Melodrama on Screen" do British Film Institute. Entre outubro e dezembro de 2025, o programa percorreu o Reino Unido com quatro filmes da Era de Ouro do Cinema Mexicano: visualmente exuberantes e emocionalmente explosivos. De uma perspectiva feminista, a série celebrou a estética apurada e as paixões indomáveis do melod
Camilla Baier
há 7 dias15 min de leitura


Contra a pureza, sobre o cinema de Matilde Landeta
Juntamente com Mimí Derba (La tigresa , 1917) e Adela Sequeyro (La mujer de nadie , 1937), Matilde Landeta foi uma das primeiras cineastas do México e a única que, com alguma visibilidade, desempenhou os papéis de roteirista, produtora e diretora durante o período clássico. Nascida por volta de 1913 na Cidade do México, ficou órfã aos três anos de idade e foi criada pela avó materna em San Luis Potosí, onde completou seus estudos iniciais. Lá, descobriu o teatro e o cinema, m
Karina Solórzano
8 de fev.8 min de leitura


Sessão Cineclube Ibero-americano Permanente: mulheres da rua, contrabandistas do cinema
Eu retomo a escrita deste material depois de um intervalo de nove dias. Estive na Mostra de Cinema de Tiradentes, uma espécie de vórtex sensorial que não nos permite devaneios externos. Mas, em um evento em que se conjurou tantas forças espectrais – do fantasma da ópera de Júlio Bressane à aparição feminina encarnada por Lorena Zanetti no novo filme de Lincoln Péricles – o espírito de Matilde Landeta pairou denso nas vésperas do vigésimo sétimo aniversário de sua morte, també
Juliana Gusman
5 de fev.11 min de leitura


Ressaca: bate e volta Tiradentes
Quando Juliana Antunes e Camila Matos sobem ao palco do Cine-Tenda para receber um prêmio carregando um cartaz em que se lê “políticas públicas para diretoras”, com um cifrão circulado em vermelho, lembrei-me de Matilde Landeta.
Juliana Gusman
2 de fev.5 min de leitura


29ª Mostra de Tiradentes – Devaneios da madrugada: notas soltas sobre a crise dos homens
Por Juliana Gusman | Críticas Tiradentes, Janeiro de 2026. Acordo de madrugada com o casal do quarto ao lado discutindo acaloradamente sobre o ar condicionado, para seguir a uma trepada morna. A garota se contém, enquanto o rapaz emite murmúrios de autocongratulação. Entre os intervalos das rangidas ágeis de uma cama velha, ele solta palavrões para entumecer a própria macheza. Lembro-me de três filmes vistos nesta semana em Tiradentes e, contra a natureza sagrada do meu son
Juliana Gusman
31 de jan.3 min de leitura


29ª Mostra de Tiradentes - Agora que sei, não consigo esquecer: uma folha de diário sobre o filme de Denise Vieira
Por Juliana Gusman | Críticas Tiradentes, Janeiro de 2026 Apaguei de novo a primeira linha deste texto, que renasce mais de 50 vezes como dona Margô. O nome afrancesado dessa puta-velha me lembra que todo gozo é uma espécie de pequena morte. Soterrada pela atmosfera ácida, ansiolítica e carnavalesca de um festival de cinema, ainda tento achar o meu caminho de volta. I. Retomar ao carril de uma filmografia que me é familiar – para sair do prumo de novo Mulheres da Boca (1981
Juliana Gusman
29 de jan.5 min de leitura


29ª Mostra de Tiradentes - Em louvor ao cinema que dança: uma carta a Marcela Borela
Por Juliana Gusman | Críticas Tiradentes, Janeiro de 2026 Marcela, A minha vertigem com seu filme se desencadeou com o petiit allegro – não por acaso, o aquecimento para os grandes saltos. O piano, que me lançou ao meu abismo particular, toca a coda do prólogo de A Bela Adormecida – um balé também vertiginoso em seus excessos –, o que, de alguma forma, me remete ao tipo de dobra (ou de desdobramento) temporal que Atravessa minha carne se propõe a fazer. A partitura de Tchai
Juliana Gusman
26 de jan.3 min de leitura


"Se eu tivesse pernas, eu te chutaria": anotações sobre uma ressaca fílmica
A Linda de Rose Byrne é uma anti-Ofélia. Bem que ela tenta se afogar para escapar do aprisionamento discursivo e material que lhe confina ao posto amargo (e exaustivo) de mãe ruim. A personagem shakespeariana atira-se em um rio por não encontrar, para seus anseios latentes, “lugar ou palavra”, como diria Maria Rita Kehl. A personagem bronsteiniana, por sua vez, choca-se inutilmente contra as ondas bravas da maré noturna
Juliana Gusman
17 de jan.3 min de leitura


Quando as musas falam: Norma Bengell, o olhar para si e para o outro
Por Andressa Gordya | Ensaios Norma Bengell retornou ao Brasil com um equipamento de filmagem: uma câmera Super-8 adquirida em Nova York pouco antes de regressar do exílio. Era 1975, e ela estava na França desde 1971, quando abandonou uma carreira já consolidada no cinema e no teatro brasileiro para esquivar-se das perseguições e do sufocamento impostos pela polícia política da ditadura militar. Após experiências coletivas de cinema e debates feministas em Paris, tinha um nov
Andressa Gordya
12 de jan.13 min de leitura


19º CineBH: Parindo um filme com Madalena
Em Morte e Vida Madalena (2025), Guto Parente constrói um retrato afetivo e caótico do próprio fazer cinematográfico. Madalena (Noá Bonoba), produtora de cinema grávida de oito meses e em luto pela morte do pai (Carlos Francisco), decide unir forças para filmar a ficção científica idealizada por ele. A partir dessa premissa, o diretor faz do caos o princípio que rege o coletivo e também a própria narrativa.
Marcelle Won Held
11 de nov. de 20252 min de leitura


19º CineBH | Entre Rios e Memórias: o luto como travessia em Cais
Cais, de Safira Moreira, reafirma a força de um cinema que se move entre memória, luto e ancestralidade; um cinema que não almeja apenas narrar, mas sentir.
Micaella Matias
11 de nov. de 20253 min de leitura


19º CineBH: Rasga a memória e atravessa o corpo
Em sua 19ª edição, o CineBH reafirma o cinema como espaço de confronto entre memória e presente. Em Cronicas del Absurdo (2023) de Miguel Coyula, exibido na Mostra Conexões, e Sebastiana (2024) de Pedro de Alencar, parte da Programação Muitas Familias: Fricções, Memórias e Contatos, a imagem é um corpo insurgente: convoca o espectador a encarar o trauma, a ausência e a opressão não como vestígios do passado, mas como rastros que ainda habitam e permanecem no presente. Esses
Raianne Ferreira
11 de nov. de 20254 min de leitura


19º CineBH: Punku e a fantasia amarga da realidade
Punku é o limiar entre o real e o fantástico, no qual a brutalidade da vida atravessa os sonhos de dois jovens, tornando-os tão palpáveis, quanto inalcançáveis.
Gi Moraes
11 de nov. de 20253 min de leitura


Mulheres que pegam a estrada: o protagonismo feminino no filme de estrada latino-americano dos anos 2000
Por Mariana Mól | Ensaios Quando se pensa em filmes de estrada, a imagem que comumente se apresenta é uma paisagem esvaziada de uma estrada, um veículo e a personagem viajante que vai empreender o trajeto e conduzir a narrativa do filme. Um emblema dessa iconografia é Sem destino ( Easy rider – EUA, 1969), dirigido por Dennis Hopper, com o cenário desértico dos Estados Unidos, duas motocicletas e os protagonistas Billy e Wyatt, interpretados, respectivamente, pelo próprio H
Mariana Mól
30 de out. de 202510 min de leitura


Entre cinzas, mora a mulher que gestou o mundo: EAMI (2022) e a potência do que não podemos ver
No solo árido do Chaco Paraguaio, quase desértico, alguns ovos abandonados pairam à espera de sua irrupção. Carregam em si as vidas que não poderão mais ser eclodidas ali, naquele território que parece conter o princípio e o fim do mundo em um mesmo instante. Mas aquele instante dura eras.
Ana Clara Mattoso
30 de out. de 20258 min de leitura


Deitar e rolar com "Os homens que eu tive"
Por Juliana Gusman | Ensaios *Este texto foi lido na sessão comentada de Os homens que eu tive (1973), de Tereza Trautman, promovida pela plataforma Sara y Rosa em parceria com o Cine Santa Tereza, de Belo Horizonte, em setembro de 2025. A sessão foi dedicada à diretora. Ouça este texto no Spotify. Teresa e Tereza Começo este texto evocando outro filme, que tem assombrado, recorrentemente, os meus primeiros parágrafos: o incontornável Jeanne Dielman , de Chantal Akerman, r
Juliana Gusman
22 de out. de 202511 min de leitura


Coletivo La rabia: um texto que surge de uma correspondência que começou com uma troca de áudios pessimistas
Nosotras, como muchas otras antes, también escribimos un Manifiesto y decidimos llamarnos La Rabia porque lo que nos movilizaba en ese entonces era el enojo causado por la invisibilidad y la violencia hacia las mujeres en distintas prácticas de la industria cinematográfica: “En un ejercicio de egos y sesgos, los conquistadores han trazado caprichosos mapas de nuestros territorios, con porciones de tierra exacerbadas, otras empequeñecidas. En su afán por trazar límites y front
La Rabia
18 de out. de 20256 min de leitura


Quebrando espelhos: prostituição e monstruosidades feministas no cinema de Marleen Gorris
Entre o hiper-realismo da domesticidade belga de Chantal Akerman e do puteiro high society de Nova York de Lizzie Borden, Broken Mirrors (1984), de Marleen Gorris, estilizou desvios.
Juliana Gusman
4 de out. de 202510 min de leitura


A língua das meninas raivosas: "Baise-moi" (2000)
Com o vômito da menina monstruosa que, em O exorcista (William Friedkin, 1973), encarna os assombros masculinos, a escritora e cineasta Virginie Despentes batiza sua obra-prima.
Juliana Gusman
29 de ago. de 202510 min de leitura




































































































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