Retrospectiva Luna Alkalay: entre paixões e fúrias
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Atualizado: há 4 dias

Luna Alkalay atravessa cinquenta anos de cinema brasileiro sem nunca deixar de olhar para o mesmo abismo: o das relações humanas em seus pontos de ruptura. Em 1975, aos poucos anos de carreira, ela dirige "Cristais de Sangue", drama que segue um homem em busca do pai desaparecido na Chapada Diamantina — uma jornada iniciática por lugares e personagens fabulosos, como a enigmática Maria do Rigoletto. Trinta anos depois, em "Estados Unidos do Brasil" (2004), Luna retoma a direção e volta o olhar para a periferia de São Paulo e para três jovens que vivem como sósias de ídolos americanos, tensionando identidade pessoal e identidade nacional com fina ironia. Em 2025, um ano depois do restauro e do retorno ao público da cópia digitalizada de sua obra de estreia, a Luna-diretora também regressa com "Trópico de Leão", filme que nasce de uma ferida íntima — o abandono traumático vivido por uma mulher apaixonada — e a transforma em mito, fragmentando sua protagonista entre Medeia, Penélope e Eco. Sem temer o desconforto nem a exposição, ela constrói uma obra que é ao mesmo tempo espelho e denúncia, desabafo e resistência.
Esta retrospectiva, a primeira mostra promovida pela plataforma Sara y Rosa em parceria com o Cine Santa Tereza, é a oportunidade de testemunhar essa trajetória em movimento — e de conversar com a própria cineasta sobre suas experiências em meio século de cinema, entre cristais e trópicos, paixões e fúrias.
Programação
Dia 1 de setembro, terça-feira
19h: Trópico de Leão (Luna Alkalay, 2025) 100'
Conversa com Luna Alkalay, com mediação de Juliana Gusman
Dia 2 de setembro, quarta-feira
17h: Estados Unidos do Brasil (Luna Alkalay, 2004) 72'
Cristais de Sangue 1974-2024 (Felipe Abramovictz, 2024) 22'
19h: Cristais de Sangue (Luna Alkalay, 1975) 83'
Conversa com Luna Alkalay e Felipe Abramovictz
Local do evento: Cine Santa Tereza, Rua Estrela do Sul, 89
Entrada gratuita


















![No novo ensaio publicado em nosso site, escrito sob o calor da exibição de Vámonos, Bárbara (1978) no Cineclube Ibero-americano Permanente, nesta quarta-feira, dia 17 de junho, Juliana Gusman destrincha como a cineasta espanhola Cecilia Bartolomé tensiona o texto matriz de Martin Scorsese (Alice Não Mora Mais Aqui) através de um exercício de distanciamento formal e discursivo.
Longe de se curvar às estéticas do norte global, o texto de Juliana reafirma a posição do filme na cartografia ibero-americana, costurando cumplicidades com o cinema de ruptura feito por mulheres aqui:
“Talvez Vamos, Bárbara se achegue mais, na verdade, de nosso próprio road movie feminista inaugural, Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina. [...] a Betinha de Cristina Pereira compartilha certas inadequações incendiárias com a Bárbara de Cristina Alvarez – para além da cabalística coincidencia no nome de suas intérpretes.”
Leia mais sobre a diretora e sua obra no ensaio de @juliana.gusman, escrito para o 3º encontro do Cineclube Ibero-americano Permanente, uma parceria entre Sara y Rosa, Cine Humberto Mauro do @palaciodasartes_ e Instituto Cervantes de BH.
🔗 Leia o ensaio completo em sarayrosa.com
#SaraYRosa #CeciliaBartolome #CinemaFeminista #CríticaFeminista
🇪🇸
En un nuevo ensayo escrito a raíz de la proyección de Vámonos, Bárbara (1978) en el Cineclub Iberoamericano Permanente, Juliana Gusman analiza cómo la cineasta española Cecilia Bartolomé desafía el material de origen de "Alice Doesn’t Live Here Anymore" (de Martin Scorsese) mediante un ejercicio de distanciamiento formal y discursivo, y reafirma el lugar de la película en el panorama de cine iberoamericano, estableciendo vínculos con el cine pionero de mujeres aqui:
"Quizás Vamos, Bárbara acercase, de hecho, a nuestro propio roadmovie feminista inaugural "Mar de Rosas"(1977), de Ana Carolina. Felicidade, el personaje poco convencional de Norma Bengell, es más sombría que Ana y su destino, menos próspero, pero la Betinha de Cristina Pereira comparte ciertas deficiencias incendiarias con la Bárbara de Cristina Álvarez, más allá de la coincidencia cabalística en los nombres de sus intérpretes."
🔗 Lee el texto en sarayrosa.com](https://scontent-den2-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/726575221_17917835919390781_4399166472106971886_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=110&ig_cache_key=MzkyMjkxOTIzMDUwMTM5NzgxMw%3D%3D.3-ccb7-5&ccb=7-5&_nc_sid=a54f6b&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiYmVzdF9pbWFnZV91cmxnZW4uQ0FST1VTRUxfSVRFTS5DMyJ9&_nc_ohc=NNsVsySjuVUQ7kNvwFbPuLi&_nc_oc=AdoPQBJvs7GUFejI_0NBZFFyjtptGePMG3JZTeJymk4xe6aRpG7YL8ezP5Gje4T7sRo&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-den2-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=gehvrkIocP5iSgI0xkMa5w&_nc_tpa=Q5bMBQJGcTraIK1B7psdzHcOS-QC1-EsmMuNKnvBnoPc5ftk-vOOW4gkI7Il99hOIh9fYCyvzYU-Xtu4&oh=00_AQFQ8dKea86RGO4teOQlpC3KNuCIJwV2htZcEFLzsNYZMQ&oe=6A9344FF)








![“Curar não é apenas escolher filmes; [...] é, antes de tudo, um exercício de escuta ao que pede passagem.”
Neste texto, Vanessa Santos defende a curadoria enquanto um campo relacional. Partindo da obra "Le Grand Calao", ela nos convida a romper com a lógica da exaustão e a enxergar o descanso como um gesto radical de resistência.
“Entre afetos, silêncios e partilhas, vai sendo tecida uma ode ao tempo feminino, numa atmosfera que desafia o peso do cotidiano e que irradia o desejo de existir fora das obrigações.”
Para Vanessa, o olhar curatorial é uma construção que atravessa memórias, desejos e a urgência de criar condições de aparecimento para narrativas historicamente marginalizadas. Aqui, programar filmes torna-se um ato de desobediência visual que recusa o fardo e reivindica o prazer.
Uma proposta essencial para quem pensa o cinema como um território vivo de disputas simbólicas e políticas.
🔗 Leia o texto completo em sarayrosa.com
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“Curar no es meramente elegir películas; [...] es, sobretodo, un ejercicio de escucha de aquello que busca abrirse paso.”
En este texto, Vanessa Santos defiende por la curaduría como un campo relacional. Tomando como referencia la obra "Le Grand Calao", ella nos invita a romper con la lógica del agotamiento y a concebir el descanso como un gesto radical de resistencia.
“Entre afectos, silencios y actos de compartir, se teje una oda al tiempo femenino; todo ello en una atmósfera que desafía el peso de lo cotidiano y irradia el deseo de existir más allá de la obligación”.
Para Vanessa, la mirada curatorial es un constructo que atraviesa memorias, deseos y la urgencia de crear las condiciones propicias para el surgimiento de narrativas históricamente marginadas. Aquí, la programación de películas se convierte en un acto de desobediencia visual que rechaza la carga y reivindica el placer.
Una propuesta imprescindible para todo aquel que conciba el cine como un territorio vivo de disputa simbólica y política.
🔗 Lee el texto completo en sarayrosa.com](https://scontent-den2-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/704750670_17913389088390781_5809290323017999812_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=107&ig_cache_key=MzkwMjcwMTYwMjE1MTQxNTgyOQ%3D%3D.3-ccb7-5&ccb=7-5&_nc_sid=a54f6b&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiYmVzdF9pbWFnZV91cmxnZW4uQ0FST1VTRUxfSVRFTS5DMyJ9&_nc_ohc=sHndIuX71KwQ7kNvwHLkwg2&_nc_oc=AdpuZEPFhq3aByMCXKhdrkPmKgCKHVPRyesRRBU6AnLkxscJ2PrMffDgrCagcebQWZ4&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-den2-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=gehvrkIocP5iSgI0xkMa5w&_nc_tpa=Q5bMBQJ_XnKY0invXPHu3AtHG4DBhnViRJo0RKE35IxNHS_WtWgFlQotO71jzDuQXVEXlJFW-vxeXyxz&oh=00_AQGT1-i7ve5j3e6xOY--7Y0N_BchXEY4t5F6brkp53qWoA&oe=6A933EB6)





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