Sou um corpo dissidente do (cis)tema de sexo-gênero. Moro na borda ou em borderlands, como sugere Anzaldúa. Habito fronteiras. Sou aquilo que nem eu mesmo sei nomear. Tateio algumas palavras na tentativa de. Escrevo daqui do meu quarto, ano de 2025, cidade de Belo Horizonte. Vivo dentro de um corpo e ao mesmo tempo estou além dele, em um corpo mundo, um corpo com fome de mundo. Um corpo sapatão não binário. Sou dissidente da normatividade e com isso carrego bagagens, muitas v